Aquele frio de meu quarto parece tomar conta, não apenas do lugar, mas também de meu corpo e o pior de minha alma. A frieza parece ser mais fácil de lidar, os móveis dali preenchem o ambiente, mas não a solidão que ali há. Eu peço por silêncio e tudo a minha volta parece cooperar, mas minha mente continua gritando algo que não entendo e que muito menos quero escutar.
E agora penso que estou em branco, na verdade fujo de enfrentar meu presente me escondendo em meu passado, apenas deixando um rastro de cheiro, uma poça de lágrimas e um papel em branco sobre minha cama.
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